Médica Morre Após Comer Peixe no Almoço e Urinar Preto Com…Ver mais

Uma tragédia abalou a família de Priscyla Andrade, diagnosticada com a rara Síndrome de Haff, popularmente conhecida como a “doença da urina preta”. O problema teve início após um simples almoço em família, no qual ela consumiu peixe arabaiana.
Diagnóstico tardio e agravamento rápido
O encontro familiar ocorreu no dia 18 de fevereiro, na casa de sua irmã Flávia Andrade. Inicialmente, tudo parecia normal. No entanto, apenas quatro horas após a refeição, Priscyla começou a sentir um forte desconforto muscular e uma sensação estranha no corpo.
“Ela dizia que algo estava errado, que seu corpo parecia diferente. Em poucos minutos, a dor se intensificou e seus músculos foram travando. Não era paralisia, mas o sofrimento era tão grande que ela simplesmente não conseguia se mover”, relembra Flávia.
Preocupada, a família levou Priscyla a um hospital, mas o diagnóstico correto não foi feito de imediato. Somente após a transferência para outra unidade de saúde e a avaliação de um especialista, a Síndrome de Haff foi confirmada. Infelizmente, a doença já havia avançado de forma irreversível.
Família enfrenta despedida dolorosa
Segundo sua irmã Alyne Andrade, Priscyla teve morte cerebral confirmada. Agora, os médicos avaliam a possibilidade de doação de órgãos. “Ela tem um coração de atleta”, afirmou Alyne, emocionada.
Um dia antes do falecimento, familiares já haviam compartilhado mensagens de despedida nas redes sociais. O velório e o enterro acontecem nesta quinta-feira (4), às 16h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista (PE). O clima é de profunda comoção e incredulidade diante da rapidez com que a doença devastou a vida de Priscyla.
O que é a Síndrome de Haff?
Pouco conhecida, essa condição pode surgir após o consumo de peixes contaminados com toxinas que afetam os músculos. A doença provoca intensa degradação muscular e insuficiência renal, resultando na característica urina escura – daí o nome “doença da urina preta”.
A principal recomendação dos especialistas é evitar peixes de origem duvidosa e buscar ajuda médica imediata caso sintomas como dor muscular intensa e alteração na coloração da urina apareçam.
Conscientização para evitar novas tragédias
A família de Priscyla agora luta para alertar outras pessoas sobre os perigos da Síndrome de Haff. A falta de informação e o diagnóstico tardio agravam a letalidade dessa doença rara. Para os parentes, a conscientização pode salvar vidas.
A perda de Priscyla serve como um triste alerta sobre os riscos invisíveis em alimentos contaminados e a necessidade de mais estudos sobre essa síndrome. Enquanto lidam com a dor, seus familiares esperam que sua história evite que outros passem pelo mesmo sofrimento.