Trump não recua e vai para cima de Moraes e Lula e choca a todos ao dizer q… Ver mais

Trump aumenta pressão sobre Moraes e Lula e promete denunciar perseguição contra Bolsonaro
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promete intensificar seu discurso contra o governo brasileiro e, em especial, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A acusação central é a de que há uma perseguição política em curso contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, o que, segundo Trump e seus apoiadores, estaria violando direitos fundamentais, como a liberdade de expressão.
As informações foram divulgadas pelo jornal The Washington Post, que teve acesso exclusivo a um rascunho do novo relatório anual de direitos humanos do Departamento de Estado dos EUA. O documento, que deve ser oficialmente apresentado ao Congresso americano na próxima terça-feira (12), promete gerar forte repercussão tanto em Brasília quanto em Washington.
Relatório dos EUA acusa Moraes de censura
O relatório traz críticas diretas ao Brasil e menciona nominalmente Alexandre de Moraes — algo considerado atípico em documentos diplomáticos dessa natureza. De acordo com o texto preliminar, o ministro teria ordenado ações que resultaram na “supressão desproporcional” da liberdade de expressão de apoiadores de Bolsonaro, principalmente nas redes sociais.
Uma das medidas citadas envolve a suspensão de mais de 100 perfis na plataforma X (antigo Twitter), grande parte deles ligados à direita e à extrema direita brasileira. O texto também sugere que decisões judiciais tomadas por Moraes têm um viés político e ferem garantias democráticas.
Liberdade de expressão como pauta internacional
Com o nome de Moraes citado de forma explícita, o tom do relatório reforça a tentativa de Trump em colocar a liberdade de expressão como uma das bandeiras centrais de sua política externa, caso volte à presidência em 2025. O gesto também é interpretado como uma forma de solidariedade internacional com Jair Bolsonaro, que enfrenta investigações no Brasil por supostos atos golpistas e ataques ao sistema eleitoral.
A menção direta a um ministro da Suprema Corte brasileira revela um nível de tensão diplomática incomum e pode agravar ainda mais a crise entre os dois países.
Tensão crescente entre Trump e Moraes
Essa não é a primeira vez que Moraes e Trump entram em rota de colisão. Em julho deste ano, o governo dos Estados Unidos, sob influência do movimento trumpista no Congresso, aplicou sanções baseadas na Lei Magnitsky, uma legislação usada para punir autoridades acusadas de violações de direitos humanos.
As sanções incluíram o bloqueio de bens de Alexandre de Moraes em território americano e a imposição de restrições de visto para entrada nos Estados Unidos. Em resposta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu de forma dura, acusando os EUA de ingerência nos assuntos internos do Brasil e classificando as ações como um “ataque à soberania nacional”.
Agora, com a iminente divulgação do relatório de direitos humanos, os ânimos podem se acirrar ainda mais.
Repercussão política no Brasil e nos EUA
O conteúdo do relatório promete ser um divisor de águas tanto para a diplomacia quanto para a política interna brasileira. Nos círculos bolsonaristas, a leitura predominante é de que o documento comprova que há uma perseguição judicial e política contra o ex-presidente e seus apoiadores. Deputados e senadores da base de Bolsonaro já começaram a articular discursos e propostas com base nas conclusões do relatório, visando desgastar ainda mais a imagem do STF.
Por outro lado, apoiadores de Lula e setores progressistas enxergam a movimentação como uma tentativa dos Estados Unidos, liderados por figuras conservadoras, de interferir nas instituições democráticas brasileiras e fortalecer uma narrativa de vitimização em torno de Bolsonaro.
Documento pode impactar relações bilaterais
O relatório de direitos humanos do Departamento de Estado americano não é apenas um documento simbólico — ele é considerado um dos instrumentos mais relevantes da política externa dos EUA. Seu conteúdo pode embasar sanções, medidas econômicas, restrições comerciais e pressões diplomáticas.
Se confirmado o tom crítico à atuação do STF brasileiro, especialmente de Moraes, é possível que os laços entre Brasil e Estados Unidos entrem em nova fase de tensão, especialmente se Trump retomar a presidência em 2025. Especialistas alertam que o uso do relatório com fins eleitorais ou ideológicos pode colocar em risco os acordos de cooperação e as relações institucionais entre os dois países.
Um conflito que ultrapassa fronteiras
A escalada das críticas de Trump ao Brasil mostra que os desdobramentos políticos internos do país já estão no radar da geopolítica internacional. O embate entre Moraes e a ala conservadora liderada por Trump e Bolsonaro ultrapassa os limites nacionais e se insere num contexto global de polarização ideológica, onde o conceito de liberdade de expressão é disputado por diferentes narrativas.
A divulgação do relatório oficial nos próximos dias deverá acender mais uma centelha nesse cenário já inflamado — com impactos diretos na política, na diplomacia e no próprio processo democrático brasileiro.