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DEU BRIGA: Janja manda chocante recado para Michelle ‘Sua v’… Ler mais

Janja x Michelle: As Primeiras-Damas no Centro da Nova Disputa Política Brasileira

A cena política brasileira ganhou novos contornos de tensão nas últimas semanas, colocando em evidência não apenas os protagonistas tradicionais da política partidária, mas também as duas primeiras-damas mais recentes do país: Janja da Silva, atual esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com discursos que ultrapassam o campo pessoal, ambas têm assumido papéis cada vez mais ativos na esfera pública, protagonizando embates que refletem a polarização política no Brasil.

Indiretas e Aplausos: A Resposta de Janja

O episódio mais recente dessa tensão ocorreu no dia 20 de agosto, durante um evento preparatório para a COP30, realizado em Manaus. Durante uma fala do deputado federal Airton Faleiro (PT-PA), que elogiava a atuação de Janja como uma primeira-dama “diferenciada” e que promove uma “política do bem, da verdade, não da fake news”, Janja interrompeu, sem microfone, para dizer: “E não xingo o marido de ninguém”.

A frase, aparentemente simples, foi entendida como uma resposta direta às críticas feitas por Michelle Bolsonaro apenas quatro dias antes, e foi recebida com aplausos pela plateia presente. O gesto, ainda que sutil, demonstrou que Janja está disposta a se posicionar e reagir no debate político, mesmo que de forma indireta.

As Críticas de Michelle Bolsonaro

O comentário de Janja foi uma reação ao discurso inflamado feito por Michelle Bolsonaro no dia 16 de agosto, em um evento do PL Mulher, em Brasília. Na ocasião, Michelle atacou duramente o presidente Lula, chamando-o de “mentiroso, cachaceiro e irresponsável”. Ela também acusou o atual governo de gerar atritos diplomáticos com os Estados Unidos, com o objetivo de jogar a culpa em medidas herdadas da gestão Bolsonaro.

Entre as metáforas utilizadas por Michelle, destacou-se a referência a um vídeo em que Lula oferece jabuticabas a Donald Trump, ex-presidente norte-americano:
“Foi oferecer jabuticaba para o Trump, agora estamos colhendo abacaxis. Fica provocando para que a gente receba sanções, para a culpa ficar na nossa família.”
A fala foi recebida com entusiasmo por apoiadores, reforçando sua estratégia de alimentar a narrativa de perseguição política, uma constante no discurso bolsonarista.

Do Papel Decorativo à Participação Ativa

Historicamente, primeiras-damas brasileiras atuavam em segundo plano, muitas vezes se limitando a agendas sociais e causas simbólicas. No entanto, tanto Michelle quanto Janja vêm quebrando esse padrão. Michelle Bolsonaro assumiu a presidência do PL Mulher e tem se consolidado como uma das principais vozes femininas da oposição, com discursos inflamados, participação em eventos políticos e forte presença nas redes sociais.

Por outro lado, Janja da Silva tem adotado uma abordagem mais institucional, participando de encontros com lideranças políticas, movimentos sociais e religiosos. Sua presença constante ao lado de Lula em compromissos oficiais e sua atuação em pautas como meio ambiente, direitos das mulheres e diversidade religiosa mostram que ela também busca um papel ativo e estratégico no governo.

A COP30 como Palco Político

O evento em Manaus, além de ser um espaço para discussão ambiental em preparação à COP30 — que será realizada em Belém, em 2025 —, também serviu como vitrine política para Janja. Durante a conferência, foi destacada sua atuação em diálogos com mulheres em diferentes regiões do país, incluindo encontros com mulheres evangélicas em Salvador e visitas a terreiros de candomblé ao lado da ministra Anielle Franco, em agendas voltadas à promoção da diversidade religiosa e inclusão social.

Essas ações reforçam a imagem de uma primeira-dama engajada e alinhada com pautas progressistas, contrastando diretamente com o perfil conservador de Michelle.

Duas Narrativas, Um País Dividido

O embate entre Janja e Michelle vai muito além de trocas de farpas. Ele reflete as duas principais narrativas políticas que dividem o Brasil: de um lado, Michelle Bolsonaro representa a base conservadora, religiosa e de direita, com discursos diretos e populistas; do outro, Janja da Silva aposta em discursos institucionais, agendas sociais e um tom mais moderado.

Ambas vêm se tornando figuras centrais no debate público — não apenas como esposas de líderes políticos, mas como protagonistas de uma nova fase da política nacional, em que a disputa se estende para dentro das famílias presidenciais e reforça o cenário de polarização que deve seguir até as eleições de 2026.

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