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‘Larga a faca’: vídeo mostra momento em que jovem é presa por matar irmã de 4 anos em SC

Na última segunda-feira (13), a cidade de Mafra, em Santa Catarina, foi palco de um trágico incidente que chocou a comunidade. Uma jovem, de apenas 20 anos, foi presa após esfaquear a própria irmã de 4 anos dentro de casa. O caso, que mobilizou a Polícia Militar (PM), levanta questões sobre saúde mental e violência doméstica.

O crime ocorreu por volta das 16h, quando a mãe das meninas estava no quintal realizando tarefas domésticas e o pai havia saído para fazer compras. As irmãs permaneceram sozinhas na residência. Segundo a investigação inicial, a jovem sofreu um surto psicótico que culminou em um comportamento violento e imprevisível.

Testemunhas relatam que, após o ataque, a suspeita se trancou no quarto, bloqueando a porta com móveis. Quando a polícia chegou ao local, foi necessário montar um esquema de contenção para evitar que a situação piorasse. O vídeo da ação, que circula nas redes sociais, mostra os agentes negociando com a suspeita pela janela. “Larga a faca!”, ordenaram os policiais repetidamente, enquanto tentavam acalmar a jovem.

A negociação, no entanto, se mostrou infrutífera. Diante da resistência, os oficiais precisaram usar spray de pimenta para forçá-la a sair debaixo das cobertas onde estava escondida. Nesse momento, uma pistola incapacitante foi utilizada para imobilizá-la, garantindo a segurança de todos os envolvidos.

Após a contenção, a jovem foi levada para o Pronto Atendimento (PA) de Mafra para passar por uma avaliação médica. Segundo o delegado Eduardo Borges, que conduz o inquérito, ela já havia recebido tratamento psiquiátrico anteriormente e apresentava histórico de problemas psicológicos. A próxima etapa da investigação incluirá um pedido formal para que a suspeita seja submetida a um exame de sanidade mental.

Luto e comoção pela morte da criança

A menina de 4 anos, identificada apenas pelas iniciais para preservar a privacidade da família, foi socorrida às pressas por parentes e levada ao Hospital São Vicente de Paulo. Infelizmente, os ferimentos foram fatais, e a criança não resistiu. A tragédia gerou uma onda de comoção entre os amigos da família e a comunidade escolar.

O Centro de Educação Infantil (CEI) onde a criança estudava publicou uma mensagem emocionante em homenagem à aluna:
“Embora você tenha partido cedo demais, o amor e as lembranças que deixou conosco jamais desaparecerão. Sua bondade e doçura serão eternamente lembradas no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.”

Até o momento, detalhes sobre o velório e o sepultamento não foram divulgados pela família, que opta por viver o luto de forma reservada.

Reflexões e debate sobre saúde mental

Casos como esse reacendem o debate sobre a importância de políticas públicas voltadas à saúde mental, especialmente entre jovens. De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, episódios de transtornos graves têm se tornado cada vez mais frequentes, muitas vezes culminando em tragédias evitáveis. Especialistas alertam para a necessidade de um sistema de suporte mais robusto, que inclua desde diagnósticos precoces até acompanhamento contínuo para pessoas em situação de vulnerabilidade emocional.

A história de Mafra, dolorosa e repleta de lições difíceis, deixa uma pergunta no ar: quantos outros casos poderiam ser prevenidos se o acesso ao tratamento adequado fosse uma prioridade? A resposta não apaga a dor das perdas, mas talvez possa salvar vidas no futuro.

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