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Caçula de Francisco Cuoco fala sobre últimos momentos em vida do ator

Adeus a Francisco Cuoco: Ícone da TV brasileira é velado em São Paulo aos 91 anos

O Brasil se despediu, nesta sexta-feira (22), de um dos maiores nomes da televisão nacional. O ator Francisco Cuoco, falecido aos 91 anos, foi velado em São Paulo, em uma cerimônia emocionante que reuniu familiares, amigos e fãs. O corpo do artista foi velado no Funeral Home, na rua São Carlos do Pinhal, no bairro da Bela Vista, das 7h às 15h.

Com o caixão aberto e rodeado por coroas de flores, inclusive uma enviada pela Rede Globo, emissora onde Cuoco brilhou por décadas, o ambiente foi preparado com respeito e carinho. Famílias e fãs tiveram áreas separadas, mas todos puderam prestar suas últimas homenagens a um dos maiores galãs da dramaturgia brasileira.

Despedida com aplausos e emoção

Os três filhos de Cuoco — Rodrigo, Diogo e Tatiana — participaram comovidos da cerimônia. Um momento de grande emoção marcou o velório quando Rodrigo, tomado pela saudade, puxou uma salva de palmas em homenagem ao pai, acompanhado por todos os presentes.

Diogo Cuoco, o filho mais novo, conversou com a imprensa e compartilhou detalhes dos últimos momentos de vida do pai. Segundo ele, Francisco faleceu de maneira tranquila e serena, cercado pela família e com plena consciência do seu legado: “Estamos tristes, claro, mas em paz. Ele partiu com serenidade, e isso conforta nosso coração.”

O legado de um gigante da arte

Durante a conversa com os jornalistas, Diogo ressaltou o quanto o amor de Cuoco pela profissão influenciou sua longevidade e vitalidade. “Ele encontrou um propósito de vida no ofício. Era um homem que amava atuar e se entregava de corpo e alma ao trabalho”, afirmou.

Também fez questão de destacar o lado humano do pai fora das telas: “Meu pai era a mesma pessoa que o público via. Humilde, generoso, carinhoso. A convivência com ele era maravilhosa. Esse espírito continua vivo em nós, na família, nos netos e nos fãs.”

Entre os presentes no velório, estava a atriz Aldine Müller, que relembrou sua admiração por Cuoco com carinho e leveza: “Ele era meu crush. Eu ficava tímida perto dele. Um dos maiores galãs da televisão, junto com Tarcísio Meira.”

De São Paulo para os palcos e para os lares do Brasil

Francisco Cuoco nasceu em 29 de novembro de 1933, em São Paulo, filho de imigrantes italianos. Começou a cursar Direito, mas o coração batia mais forte pelas artes. Aos 20 anos, ingressou na Escola de Arte Dramática e, quatro anos depois, já formado, passou a integrar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).

Foi ali que aprendeu uma de suas maiores lições: “Não existem pequenos papéis. Existem pequenos atores.”

Em 1959, Cuoco ingressou no Teatro dos Sete, ao lado de nomes como Fernanda Montenegro e Sérgio Britto. Logo, a televisão, ainda em expansão, o descobriu. Sua estreia veio no programa Grande Teatro Tupi, com atuações ao vivo que exigiam improviso e técnica refinada.

Da TV Tupi à Globo: cinco décadas de protagonismo

Seu primeiro papel em novelas veio em Marcados pelo Amor (1964), na TV Record. Depois, brilhou em Redenção (1966), na TV Excelsior — novela que o lançou ao estrelato. Em Legião dos Esquecidos (1968), iniciou uma das parcerias mais icônicas da TV com a atriz Regina Duarte, repetida em diversas outras produções.

Na Rede Globo, Cuoco se tornou uma figura central em tramas que marcaram gerações, como O Astro, Pecado Capital, Selva de Pedra, Roda de Fogo, entre tantas outras. Sua presença nas novelas era sinônimo de credibilidade, talento e carisma.

O ator também brilhou no cinema e no teatro, demonstrando versatilidade e paixão pela arte até os últimos anos de vida.

Um adeus cheio de amor e reconhecimento

O enterro de Francisco Cuoco será realizado em cerimônia restrita à família, conforme informado pela assessoria. A despedida pública, no entanto, mostrou o tamanho do carinho nacional pelo artista.

Ao longo de mais de 50 anos de carreira, Cuoco encantou plateias com seu talento único e conquistou o respeito de colegas e admiradores. Ele não era apenas um ator — era um símbolo da teledramaturgia brasileira, um rosto familiar nas noites das famílias, uma referência de elegância e dedicação.

Seu legado permanece vivo nas obras que protagonizou, nas lições que deixou e no amor que espalhou por onde passou. Francisco Cuoco agora descansa, mas sua voz, imagem e impacto seguem eternos na memória da televisão brasileira.

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