Governo Milei endurece controle de fronteira e irá erguer cerca com a Bolívia; divisa com Brasil também será reforçada

A política de combate à imigração ilegal, amplamente defendida por Donald Trump nos Estados Unidos, tem encontrado apoio em outros países. Com um discurso voltado para a segurança nacional e o controle de fronteiras, líderes de nações latino-americanas começam a adotar medidas mais rígidas para restringir o fluxo de imigrantes.
O mais recente exemplo vem da Argentina, onde o governo de Javier Milei anunciou o reforço nas barreiras da divisa com o Brasil e a construção de uma cerca na fronteira com a Bolívia. A ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, confirmou nesta terça-feira que o país pretende endurecer os controles fronteiriços para impedir entradas ilegais e contrabando.
A medida já vinha sendo debatida após o anúncio da instalação de uma barreira física entre a Argentina e a Bolívia, semelhante ao muro defendido pelos Estados Unidos em sua divisa com o México.
A nova ação será aplicada na fronteira da província de Misiones com o Brasil, um ponto de travessia informal bastante utilizado por imigrantes e mercadorias ilegais. Segundo Bullrich, o local apresenta problemas de segurança, incluindo crimes cometidos por pessoas que entram no país sem controle migratório.
Já a cerca na fronteira com a Bolívia terá 2,5 metros de altura e será instalada em Águas Blancas, uma região frequentemente utilizada para transporte de produtos sem regulamentação. O governo argentino justifica a ação como parte do Plano Güemes, lançado em dezembro para combater os crimes federais.
A iniciativa, no entanto, gerou reações da diplomacia boliviana, que pediu diálogo antes de qualquer decisão unilateral que pudesse prejudicar as relações entre os países vizinhos. Mesmo com as críticas, a administração de Milei mantém o plano, seguindo uma linha mais rígida no controle de suas fronteiras.