Termina a luta de Bolsonaro no hospital após cirurgia de urgência

Cirurgia de emergência de Jair Bolsonaro no Natal chama atenção do país
A manhã de Natal desta quinta-feira, 25 de dezembro, foi marcada por uma notícia que rapidamente se espalhou pelo Brasil e ganhou grande repercussão nacional. O ex-presidente Jair Bolsonaro precisou ser submetido a uma cirurgia de emergência em Brasília, encerrando um período de apreensão em torno de seu estado de saúde. O caso chamou atenção não apenas pelo simbolismo da data, tradicionalmente associada a celebrações familiares, mas também pelo contexto jurídico e clínico que envolve o ex-chefe do Executivo.
Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, onde passou por um procedimento cirúrgico para correção de hérnia inguinal bilateral, condição que vinha causando dores e desconforto recorrentes. A intervenção era considerada necessária para evitar o agravamento do quadro e possíveis complicações futuras.
Como foi o procedimento realizado no Hospital DF Star
De acordo com informações divulgadas pela equipe médica, a cirurgia teve duração aproximada de três horas e meia e foi concluída no início da tarde, sem intercorrências relevantes. Após o término do procedimento, Jair Bolsonaro foi encaminhado diretamente para o quarto, onde permanece em observação e sob cuidados pós-operatórios.
O cirurgião Cláudio Birolini, responsável por liderar a equipe médica, explicou que o ex-presidente apresentava uma hérnia inguinal do tipo mista, com componentes diretos e indiretos em ambos os lados da região abdominal. A técnica adotada incluiu o reforço da parede abdominal por meio da implantação de uma tela sintética, método amplamente utilizado e considerado eficaz para reduzir o risco de recorrência da hérnia.
Segundo o médico, a cirurgia seguiu exatamente o planejamento previsto, respeitando os protocolos estabelecidos e levando em conta o histórico clínico do paciente.
Autorização judicial foi necessária para a intervenção
Por estar cumprindo pena em regime fechado e sob custódia federal, Jair Bolsonaro precisou de autorização judicial para realizar o procedimento cirúrgico fora da unidade prisional. O aval foi concedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação formal da defesa e a realização de perícia médica.
A decisão levou em consideração a necessidade clínica da cirurgia e os riscos associados à evolução do quadro de saúde do ex-presidente. Segundo fontes jurídicas, a intervenção foi considerada inevitável diante do potencial de agravamento da hérnia caso não houvesse tratamento imediato, o que poderia colocar a saúde do paciente em risco.
Recuperação exige cuidados e acompanhamento constante
Nos próximos dias, os cuidados médicos estarão concentrados no controle da dor, no acompanhamento clínico rigoroso e na realização de sessões leves de fisioterapia. Essas medidas são consideradas fundamentais para garantir uma recuperação segura e reduzir o risco de complicações, especialmente em pacientes que já passaram por múltiplas cirurgias abdominais.
A equipe médica reforçou que o pós-operatório será acompanhado de perto, com avaliações frequentes para monitorar a resposta do organismo ao procedimento e a evolução da cicatrização.
Tratamento para crises de soluços foi adiado
Apesar do sucesso da cirurgia de hérnia, um segundo procedimento que vinha sendo avaliado para tratar os episódios persistentes de soluços enfrentados por Bolsonaro foi adiado. Segundo o cardiologista Brasil Caiado, exames recentes identificaram um quadro de esofagite severa associado a gastrite e refluxo gastroesofágico.
Essas condições podem explicar os espasmos frequentes, que vinham causando desconforto significativo ao ex-presidente. Diante do diagnóstico, a estratégia médica foi intensificar o tratamento medicamentoso antes de considerar qualquer nova intervenção invasiva. A expectativa é que o controle clínico reduza os sintomas sem a necessidade de procedimentos adicionais neste momento.
Histórico clínico aumenta complexidade dos cuidados
O histórico de saúde de Jair Bolsonaro também pesou nas decisões tomadas pela equipe médica. Ao longo dos últimos anos, ele passou por diversas intervenções abdominais, principalmente em decorrência das complicações relacionadas ao atentado sofrido em 2018.
Essas cirurgias anteriores resultaram em aderências internas e alterações na musculatura abdominal, fatores que aumentam a complexidade de novos procedimentos e exigem cautela redobrada durante qualquer intervenção cirúrgica. Por esse motivo, os médicos optaram por uma abordagem conservadora e cuidadosamente planejada.
Repercussão pública e expectativa por novos boletins
Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, utilizou as redes sociais para informar seguidores sobre o desfecho positivo da cirurgia e pediu orações. Ela destacou que o momento agora é de respeitar o tempo de recuperação e aguardar os efeitos completos da anestesia.
Enquanto Bolsonaro segue internado em recuperação, o caso continua sendo acompanhado de perto por profissionais de saúde, autoridades judiciais e pela opinião pública. Novos boletins médicos devem ser divulgados nos próximos dias, trazendo atualizações sobre a evolução do quadro clínico e os próximos passos do tratamento.