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Trump morreu? Rumores circulam pela internet, Casa Branca teria… Ler mais

O sábado (30) foi marcado por um turbilhão de especulações que tomou conta das redes sociais. A expressão “Trump está morto” atingiu os trending topics do X (antigo Twitter), acumulando mais de 200 mil menções em poucas horas. O rumor, sem qualquer confirmação oficial, espalhou-se com velocidade impressionante, provocando reações que oscilaram entre o humor ácido, a incredulidade e a preocupação genuína com o estado de saúde do presidente norte-americano, Donald Trump, de 79 anos. A onda de comentários trouxe à tona a fragilidade de informações no ambiente digital e a dificuldade em separar fato de boato em tempos de hiperconectividade.

A ausência de Trump em compromissos recentes alimentou a desconfiança. A agenda presidencial apresentou lacunas incomuns durante a semana, fato que não passou despercebido pela imprensa e pelo público. Imagens divulgadas em eventos anteriores também mostravam hematomas recorrentes em uma de suas mãos, o que ampliou o terreno fértil para especulações. O tema ganhou ainda mais visibilidade após declarações de seu vice, JD Vance, ao jornal USA Today, na última quarta-feira (27). Embora Vance tenha ressaltado que o presidente está “em forma, vibrante e com uma saúde incrivelmente boa”, a menção a uma possível “tragédia terrível” soou ambígua e acabou servindo como combustível para a viralização do boato.

Durante a entrevista, Vance buscou demonstrar confiança e preparo para eventuais emergências, mas suas palavras repercutiram de forma controversa. “Ele é a última pessoa a fazer ligações à noite e a primeira a telefonar pela manhã. Sim, tragédias acontecem, mas me sinto confiante de que o presidente está em boa forma, vai cumprir seu mandato e fazer grandes coisas pelo povo americano”, afirmou. No entanto, ao reforçar que se considera pronto para assumir a liderança em caso de necessidade, o vice-presidente acabou despertando interpretações diversas, em especial em um contexto de silêncio e escassez de aparições públicas do chefe do Executivo.

As reações nas redes sociais escancararam o clima polarizado em torno de Trump. Parte dos internautas transformou o rumor em piada, criando memes e ironizando a situação. Outros, porém, manifestaram preocupação e cobraram esclarecimentos imediatos da Casa Branca, temendo que o governo ocultasse informações sobre a saúde presidencial. O episódio ilustra o poder das redes em moldar a narrativa política em tempo real, muitas vezes sem qualquer base factual, e reforça o impacto da desinformação sobre a opinião pública.

As especulações não surgem em um vácuo. Em julho, a Casa Branca divulgou que Trump havia sido diagnosticado com insuficiência venosa crônica, condição que explicaria inchaços nas pernas. Um memorando médico oficial também associou os hematomas em sua mão a efeitos colaterais de aspirina — medicamento prescrito como prevenção cardiovascular — e a apertos de mão frequentes. O documento, no entanto, não foi suficiente para estancar as dúvidas, e desde então o tema reaparece sempre que a agenda presidencial apresenta anormalidades. A saúde de líderes políticos, afinal, é historicamente cercada de rumores, justamente por sua relevância direta no cenário global.

Outro fator que mantém o presidente sob vigilância constante é sua segurança. Trump sobreviveu a duas tentativas de assassinato durante a atual campanha de reeleição, o que aumentou o nível de tensão em torno de sua figura pública. Esses episódios reforçam a percepção de vulnerabilidade e tornam qualquer ausência ou sinal físico atípico motivo para especulações mais intensas. Nesse contexto, não surpreende que um simples rumor tenha adquirido proporções virais, ultrapassando fronteiras digitais e alcançando veículos tradicionais de comunicação.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que a suposta morte de Trump vira notícia. Em setembro de 2023, a conta de seu filho, Donald Trump Jr., no X, foi hackeada, e o invasor publicou uma mensagem afirmando que o então ex-presidente havia falecido. Na ocasião, a desinformação foi rapidamente desmentida, mas deixou claro o quanto notícias falsas relacionadas a figuras de grande relevância política conseguem repercutir. O episódio deste fim de semana, portanto, repete um padrão já conhecido: em um ambiente digital marcado por velocidade e excesso de informação, a fronteira entre rumor e realidade torna-se cada vez mais tênue — e a saúde de um presidente em exercício segue sendo um tema especialmente sensível e explosivo.

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