URGENTE: Homens invadem IGREJA e deixa 25 m0rt0s, p… Ver mais

Uma manhã de fé que terminou em horror
O que era para ser um momento de oração e esperança se transformou em pânico e desespero. Na manhã deste domingo (22), um ataque devastador atingiu a Igreja Mar Elias, em Damasco, capital da Síria. Dois homens armados entraram no templo durante uma missa lotada e abriram fogo contra os fiéis antes de detonarem explosivos presos ao corpo.
O saldo foi trágico: 25 mortos e 63 feridos, muitos deles em estado grave. O atentado, ocorrido no bairro de Dweila, pegou a todos de surpresa e gerou comoção não apenas na Síria, mas em todo o mundo. Para os cristãos locais, foi um dos episódios mais brutais dos últimos anos.
Terroristas se misturaram entre os fiéis
Testemunhas relataram momentos de pânico absoluto. Os criminosos, vestidos de preto, entraram na igreja como se fossem apenas mais dois devotos. Esperaram o início da celebração e, então, sacaram armas automáticas, disparando indiscriminadamente.
“Tudo tremeu. As janelas estilhaçaram. Era sangue, gritos e correria”, contou um sobrevivente que escapou por pouco. Estima-se que mais de 100 pessoas estavam no local no momento da explosão.
A destruição foi imediata. Parte do teto desabou e bancos foram arrancados com a força da detonação. O clima de terror tomou conta do bairro, enquanto sirenes ecoavam pelas ruas de Damasco.
Governo promete justiça, mas medo permanece
Até o momento, nenhum grupo extremista reivindicou o ataque. No entanto, autoridades sírias suspeitam de remanescentes de células jihadistas ainda ativas na região. Câmeras de segurança próximas à igreja estão sendo analisadas para identificar os autores e possíveis cúmplices.
O ministro do Interior declarou em coletiva:
“Vamos encontrar todos os responsáveis, sem exceção. Isso não ficará impune.”
Apesar da promessa oficial, o sentimento entre os sírios é de vulnerabilidade. Mesmo após anos de conflito e com áreas urbanas relativamente pacificadas, episódios como esse mostram que a paz ainda é frágil.
A fragilidade da segurança na Síria é um dos fatores que permite ataques desse tipo, principalmente contra minorias religiosas, como os cristãos.
Comoção internacional e condenação unânime
Líderes religiosos de todo o mundo se pronunciaram. O Papa Francisco, emocionado, pediu orações pelas vítimas e disse que esse tipo de ataque é um “crime contra a fé e a humanidade”. Patriarcas cristãos do Oriente Médio também se manifestaram, cobrando mais proteção a templos e fiéis.
Na ONU, diplomatas reforçaram a necessidade de intensificar esforços contra o terrorismo religioso. A tragédia reacendeu o debate sobre os direitos das minorias religiosas em zonas de conflito.
Esse tipo de violência não é apenas um ataque físico. É um atentado direto contra a liberdade de crença, contra a convivência entre culturas e religiões.
Perseguição religiosa e o fantasma da guerra
Embora a guerra civil na Síria tenha diminuído de intensidade nos últimos anos, as cicatrizes continuam abertas. Regiões como Damasco passaram a ter uma relativa estabilidade, mas o ataque à Igreja Mar Elias mostra que o perigo ainda espreita.
Os cristãos sírios, que já foram mais de 10% da população antes do conflito, hoje vivem com medo. Igrejas reforçaram a segurança, e algumas missas passaram a acontecer com escolta armada.
Esse novo ataque evidencia que a perseguição religiosa permanece uma realidade sombria em muitos países. Em meio à reconstrução, o povo sírio tenta manter a fé e a esperança — mesmo diante do horror.
Reflexão: a fé resiste, mesmo sob ataque
A tragédia em Damasco é mais do que uma estatística. São vidas perdidas dentro de um templo sagrado, onde a paz deveria reinar. É um lembrete cruel de que o extremismo religioso ainda encontra espaço para agir.
Mas também é um símbolo da resistência. Mesmo em meio ao caos, a fé se mantém viva. Os fiéis retornaram à igreja nos dias seguintes para acender velas, rezar e prestar homenagens às vítimas.