Notícias

Jovem morre durante procedimento em clínica e marido lamenta: ‘Quase R$ 10 mil para matarem minha mulher’

Uma fatalidade abalou a cidade de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, quando Amanda da Silva Barros, auxiliar administrativa de 30 anos, perdeu a vida durante um procedimento de implante de balão gástrico na clínica particular Endoscorpos. O incidente ocorreu na quinta-feira (9), deixando uma família devastada e várias questões sobre as circunstâncias da morte.

A vítima, que era casada e mãe de três filhas, não apresentava problemas de saúde prévios, segundo relatos familiares. O procedimento, que custou aproximadamente R$ 10 mil, foi pago na mesma manhã através de transferência Pix, momentos antes da intervenção médica que resultou em sua morte prematura.

O desespero tomou conta dos familiares quando souberam que Amanda sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o procedimento. Uma tia da vítima, que trabalha como intensivista, questionou a capacidade da clínica em lidar com emergências, apontando a falta de estrutura e profissionais qualificados para reverter a situação crítica que se apresentou. A indignação da família aumentou com a postura da clínica após o incidente.

O marido da vítima, que mantinha um relacionamento de 15 anos com Amanda, relatou que não recebeu explicações adequadas sobre as causas do óbito, descobrindo a tragédia de forma abrupta e sem o devido amparo da equipe médica. “Na minha cabeça é como se eu tivesse feito um Pix de quase R$ 10 mil para matarem minha mulher. É muito difícil”, lamentou.

O caso ganhou ainda mais repercussão quando a família rejeitou publicamente a oferta da clínica para custear as despesas do funeral. A tia de Amanda foi enfática ao declarar que a família não busca compensação financeira, mas sim justiça pelo que classificou como um “erro grotesco” no atendimento médico.

As autoridades policiais da 72ª DP de São Gonçalo iniciaram imediatamente as investigações. O delegado Fabio Luiz da Silva Souza confirmou que todos os envolvidos no procedimento, incluindo a médica responsável e o anestesista, já prestaram depoimentos, e perícias foram realizadas no local do incidente.

A investigação agora se concentra em dois aspectos principais: verificar se a clínica estava devidamente equipada para realizar esse tipo de procedimento e avaliar a capacitação técnica da equipe médica envolvida. Embora inicialmente a documentação da clínica e da médica aparentem regularidade, as autoridades ressaltaram que uma análise mais aprofundada será realizada junto aos órgãos competentes.

O corpo de Amanda foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal de Tribobó, em São Gonçalo, para os devidos procedimentos periciais. A morte da jovem mãe deixou não apenas uma família em luto, mas também acendeu um importante debate sobre a segurança e fiscalização de procedimentos estéticos em clínicas particulares.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo