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Lula se confunde e troca nome de Janja; Veja

Lula protagoniza momento inesperado ao trocar nome de Janja durante discurso em Mauá

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viveu um momento de espontaneidade que rapidamente chamou a atenção do público e ganhou repercussão nas redes sociais. Na noite de segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, durante um evento oficial em Mauá, cidade localizada na região do ABC Paulista, o chefe do Executivo acabou confundindo o nome da atual primeira-dama, Rosângela da Silva — amplamente conhecida como Janja — com o de sua falecida esposa, Marisa Letícia Lula da Silva.

O episódio aconteceu enquanto Lula se dirigia a uma plateia composta majoritariamente por trabalhadores, sindicalistas, autoridades locais e apoiadores do governo. Ao comentar compromissos previstos para os dias seguintes, ele afirmou: “Semana que vem eu vou com a Marisa numa jamanta… com a Janja, numa jamanta dessa, e a Janja vai fazer mamografia”. Assim que percebeu o equívoco, o presidente se corrigiu imediatamente e deu continuidade ao discurso sem interromper a linha de raciocínio.

Apesar de ter durado apenas alguns segundos, o momento foi captado pelas câmeras que transmitiam o evento ao vivo. Em pouco tempo, o vídeo passou a circular em aplicativos de mensagens, perfis de redes sociais e portais de notícias, ampliando a visibilidade do episódio e despertando diferentes interpretações entre internautas.

Autocorreção rápida evitou maior repercussão

O trecho mais compartilhado mostra Lula retomando a fala com naturalidade logo após corrigir o nome da primeira-dama. Não houve pausa formal, pedido de desculpas ou qualquer sinal evidente de constrangimento, nem por parte do presidente nem do público presente.

Situações desse tipo são consideradas relativamente comuns na comunicação oral, especialmente quando se trata de discursos longos, improvisados ou carregados de emoção. Especialistas em linguagem costumam destacar que lapsos de memória podem ocorrer até mesmo com oradores experientes, principalmente quando determinadas referências fazem parte da história pessoal do indivíduo.

No caso de Lula, a menção a Marisa Letícia pode ser interpretada dentro do contexto de uma convivência de décadas. Ela foi sua companheira por mais de 40 anos e exerceu o papel de primeira-dama entre 2003 e 2010, período correspondente aos dois primeiros mandatos presidenciais do petista.

A correção imediata ajudou a reduzir o impacto do deslize, e muitos observaram o episódio como um erro natural de fala — algo que dificilmente altera o conteúdo principal de uma mensagem pública.

Memória de Marisa e o papel atual de Janja

Marisa Letícia faleceu em 24 de janeiro de 2017, aos 66 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral hemorrágico. Sua trajetória ao lado de Lula teve forte peso simbólico na política brasileira, especialmente durante os anos em que o Partido dos Trabalhadores consolidou sua projeção nacional.

Já Janja assumiu gradualmente maior visibilidade pública e, desde que passou a acompanhar o presidente com mais frequência em agendas institucionais, tem se envolvido em iniciativas ligadas à cultura, aos direitos das mulheres, à inclusão social e à mobilização cidadã. Sua presença constante em eventos oficiais reforça um perfil mais participativo dentro do papel tradicionalmente associado à primeira-dama.

Comparações entre Marisa e Janja costumam surgir mais pelo legado histórico da primeira do que por qualquer disputa de protagonismo. Analistas políticos avaliam que Janja vem construindo uma identidade própria, dialogando com diferentes setores da sociedade e ampliando sua atuação em pautas sociais.

Nesse cenário, a troca de nomes foi interpretada por parte do público como um reflexo da memória afetiva do presidente — uma lembrança involuntária de uma parceria que marcou tanto sua vida pessoal quanto sua trajetória política.

Discurso tinha foco na saúde preventiva

O evento em Mauá integrou uma série de compromissos regionais do governo federal voltados à ampliação do acesso a políticas públicas, especialmente na área da saúde. No momento da confusão, Lula reforçava a importância de exames preventivos, como a mamografia, considerada essencial para o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Após se corrigir, o presidente manteve o foco no tema e destacou a necessidade de fortalecer programas capazes de garantir que mais brasileiros tenham acesso a exames e tratamentos. Ele enfatizou que a prevenção continua sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir índices de mortalidade e melhorar a qualidade de vida da população.

Até a tarde de terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência não havia divulgado posicionamento oficial sobre o episódio — algo visto como comum em situações de baixo impacto institucional.

Nas redes sociais, as reações oscilaram entre comentários bem-humorados, memes e manifestações que ressaltaram a humanidade do presidente diante de um erro corriqueiro. Até o momento, o episódio não provocou controvérsias políticas relevantes nem gerou desdobramentos significativos.

Casos semelhantes já foram registrados com líderes de diferentes países e costumam ser interpretados como falhas naturais da fala espontânea. O próprio andamento do evento reforçou essa percepção: a programação seguiu normalmente, com Lula participando de homenagens a lideranças locais e anunciando obras de infraestrutura e programas sociais para o ABC Paulista — região historicamente ligada à sua origem política e sindical.

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