Corretora assassinada: Síndico confessou crime e levou polícia ao local onde corpo foi deixado

Síndico confessa assassinato de corretora desaparecida em Caldas Novas e leva polícia ao corpo
O desaparecimento da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que mobilizou familiares, amigos e autoridades por mais de um mês em Caldas Novas, no sul de Goiás, teve um desfecho trágico nesta semana. O síndico do condomínio onde a vítima morava, Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou o homicídio e indicou à polícia o local onde abandonou o corpo da corretora.
A prisão ocorreu na madrugada desta quarta-feira (28), após o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil. Segundo informações apuradas pela repórter Ludmilla Rodrigues, da TV Anhanguera, o suspeito colaborou com os investigadores e levou a equipe até uma área de mata onde os restos mortais de Daiane foram encontrados.
Corpo foi deixado em área de mata a 15 quilômetros da cidade
De acordo com o delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pelo caso, o corpo da corretora foi abandonado em um barranco às margens da GO-213, rodovia que liga Caldas Novas aos municípios de Ipameri e Pires do Rio, a aproximadamente 15 quilômetros da cidade.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para auxiliar na retirada dos restos mortais, já que o local apresenta difícil acesso e condições de risco. A área isolada reforça a tese de que o crime foi premeditado para dificultar a localização do corpo e atrasar o esclarecimento do caso.
Filho do síndico também é preso por suspeita de envolvimento
Além de Cleber Rosa de Oliveira, a polícia também prendeu o filho do síndico, identificado como Maicon Douglas de Oliveira, suspeito de participação no crime. As autoridades não divulgaram detalhes sobre o grau de envolvimento do filho, mas confirmaram que ele será ouvido novamente para esclarecer sua atuação antes, durante ou após o homicídio.
Outro personagem que passou a integrar a investigação foi o porteiro do prédio onde Daiane morava. Ele foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos, embora seu nome não tenha sido divulgado. A polícia investiga se houve falha, omissão ou qualquer tipo de colaboração involuntária no caso.
Discussão teria motivado o assassinato, segundo confissão
Em depoimento à polícia, Cleber afirmou que agiu sozinho e que o crime ocorreu após uma discussão acalorada com Daiane, no dia 17 de dezembro, data em que a corretora foi vista pela última vez.
Segundo o relato do suspeito, após o desentendimento, ele teria cometido o homicídio ainda dentro do condomínio. Em seguida, colocou o corpo da vítima na carroceria de sua picape e deixou o local durante a noite, sem chamar a atenção de moradores.
Imagens contradizem versão inicial do suspeito
A versão apresentada inicialmente por Cleber entrou em contradição com as provas reunidas pela investigação. No primeiro depoimento, o síndico afirmou que não havia saído do condomínio na noite do desaparecimento.
No entanto, imagens de câmeras de segurança mostram claramente o momento em que ele deixa o prédio por volta das 20h, dirigindo seu veículo. As gravações foram fundamentais para confrontar o suspeito e pressioná-lo a confessar o crime.
Vítima cuidava de imóveis da família do suspeito
Outro ponto relevante da investigação é que Daiane, além de morar no condomínio, cuidava de apartamentos pertencentes à família do síndico. A polícia apura se questões financeiras, administrativas ou conflitos relacionados a essa relação profissional podem ter contribuído para o crime.
A defesa de Cleber Rosa de Oliveira foi procurada pelo g1, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem.
Caso choca moradores e reforça alerta sobre crimes de confiança
O assassinato da corretora causou forte comoção em Caldas Novas, principalmente pelo fato de o principal suspeito ocupar um cargo de confiança dentro do condomínio. Para moradores da região, o caso evidencia como relações cotidianas podem esconder conflitos graves e situações de risco.
As investigações continuam, e a Polícia Civil trabalha agora para finalizar o inquérito, esclarecer o papel de cada envolvido e encaminhar o caso ao Ministério Público.